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Por: JOSÉ SOARES DA SILVA , 19 de maio de 2026

Xilogravuras e Cordéis

Esta história contém:

Xilogravuras e Cordéis

José Soares da Silva, carinhosamente chamado por todos de Mestre Dila, veio ao mundo no dia 23 de setembro de 1937, nasceu cidade de Bom Jardim, interior de Pernambuco. Sua jornada nas artes começou de forma singela: ainda menino, com apenas 15 anos e dois de estudo, saiu de casa para passar um dia em Caruaru e acabou ficando para sempre. Foi ali, no coração do Agreste, que a poesia o encontrou. Começou trabalhando no Jornal Vanguarda, onde seus olhos brilharam pela primeira vez ao ver a impressão em papéis.

Desse encantamento brotou uma paixão profunda e múltipla: Mestre Dila se fez por inteiro — cordelista, xilógrafo, tipógrafo e poeta. Primeiro, encantou-se pela tipografia; depois, autodidata, aprendeu a xilogravura para ilustrar os cordéis que já escrevia, unindo palavra e imagem com maestria. Com a mesma genialidade inquieta, foi além e se tornou pioneiro na arte da linogravura, substituindo com maestria a madeira pela borracha e pelo linóleo — uma inovação rara entre os artistas populares da época, que abriu novos caminhos para a sua criação.

E foi assim, entre as feiras livres do interior — de Caruaru às cidades vizinhas —, que o moço Dila começou a vender seus folhetos. Chegava cedinho, abria a maleta e cantava seus versos em voz alta, encantando os passantes com prosas que falavam de Lampião, de Padre Cícero e de um realismo fantástico que só a sua mente genial sabia inventar. Dizia com orgulho que carregava no sangue as histórias do cangaço, tanto que seu próprio apelido, Dila, foi uma homenagem a um dos cangaceiros do bando de Lampião, como se ele mesmo fosse parte daquele enredo eterno.

Seu talento era tão imenso quanto sua simplicidade. Coração generoso e mãos habilidosas, Mestre Dila escreveu mais de 200 cordéis e criou centenas de xilogravuras e linogravuras que correram o mundo. Pessoas de todos os cantos do Brasil vinham conhecê-lo e encomendar suas obras, que ilustravam desde folhetos e livros até...

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Palavras-chave: dila
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Lampiões

Dados da imagem Um outro cordel bem conhecido de Dila é “Os Lampiões” de 1976, no qual ele narra várias existências de Lampião, no qual ele diz ter vindo de uma dessas, como explica Aleixo Leite Filho no prefácio. Aleixo ainda diz que o que Vitalino foi pro barro é Dila pra Xilogravura. Percebe-se também a capa do cordel já com o uso da inovação das cores.

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

Crédito:
Ano de 1976 Essa imagem

Um outro cordel bem conhecido de Dila é “Os Lampiões” de 1976, no qual ele narra várias existências de Lampião, no qual ele diz ter vindo de uma dessas, como explica Aleixo Leite Filho no prefácio. Aleixo ainda diz que o que Vitalino foi pro barro é Dila pra Xilogravura. Percebe-se também a capa do cordel já com o uso da inovação das cores.

Pescador

Dados da imagem Xilogravura do Pescador

Período:
Século 20

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Brasil / Pernambuco / Caruaru

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Xilogravuras e Cordéis

Xilogravura do Pescador", produzida pelo Mestre Dila (pseudônimo de José Francisco da Silva), retrata a figura clássica do homem do mar ou do rio em sua labuta diária. A obra captura a essência da cultura popular nordestina e a relação do sertanejo com as águas, um tema recorrente na literatura de cordel.

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

A xilogravura do sapo é uma representação artística que une a técnica milenar de gravura em madeira à simbologia forte do anfíbio. Na arte popular, como a nordestina, e na cultura oriental, como a japonesa, o sapo é frequentemente associado à sorte, à riqueza e à conexão com a natureza.

Período:
Século 20

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Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

A Relação entre a Arte do Cariri e o Cordel:A região do Cariri (CE) é historicamente o grande polo da xilogravura e literatura de cordel no Nordeste, abrigando a famosa editora Lira Nordestina (em Juazeiro do Norte). Diferentes mestres da região, como José Lourenço e Abraão Batista, dedicaram suas vidas à técnica, produzindo álbuns temáticos que ganharam exposições internacionais.

Camalião

Dados da imagem A famosa xilogravura do artista pernambucano Mestre Dila é conhecida como

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

A famosa xilogravura do artista pernambucano Mestre Dila é conhecida como "Camalião". Esta obra retrata uma figura fantástica do imaginário nordestino, misturando os traços expressivos e a riqueza cultural da literatura de cordel, característica principal do trabalho do Mestre

Período:
Século 20

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Brasil / Pernambuco / Caruaru

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Xilogravuras e Cordéis

A xilogravura do tatu é uma das obras mais icônicas da fauna sertaneja, esculpida pelo mestre cordelista e gravurista Mestre Dila (José Soares da Silva). Detalhes da Obra: A gravura do tatu costuma retratar o animal com um nível admirável de detalhes, onde a casca e as curvas do animal são desenhadas com a estética rústica e marcante da técnica de xilogravura. Muitas vezes, a peça é acompanhada de outras gravuras da fauna nordestina, como o camaleão ou a cascavel.

Cascavel

Dados da imagem

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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Xilogravuras e Cordéis

"Cascavel" é uma obra clássica do Mestre Dila (1937–2019), um dos maiores cordelistas e xilogravuristas do Brasil. A peça destaca a fauna sertaneja, marca registrada do artista que foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Detalhes da obraEstilo: Traços delicados, uso de cores vivas e meticuloso trabalho de entalhe na madeira.Temática: Retrata a essência do imaginário nordestino e do sertão.

Tamanduá Bandeira

Dados da imagem A xilogravura do Tamanduá-Bandeira é uma obra icônica de Mestre Dila (José Soares da Silva), um dos maiores nomes da arte popular e da literatura de cordel de Caruaru, Pernambuco.
Destaques da Obra e do ArtistaEstilo Único: A peça apresenta o tamanduá com linhas ricas e expressivas, típicas do imaginário fantástico de Dila.Técnica Inovadora: Mestre Dila substituiu a madeira por lâminas de borracha na década de 1960 para facilitar a produção de capas de cordel.

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

A xilogravura do Tamanduá-Bandeira é uma obra icônica de Mestre Dila (José Soares da Silva), um dos maiores nomes da arte popular e da literatura de cordel de Caruaru, Pernambuco. Destaques da Obra e do ArtistaEstilo Único: A peça apresenta o tamanduá com linhas ricas e expressivas, típicas do imaginário fantástico de Dila.Técnica Inovadora: Mestre Dila substituiu a madeira por lâminas de borracha na década de 1960 para facilitar a produção de capas de cordel.

Cordéis

Dados da imagem Mestre Dila (José Soares da Silva, 1937–2019) foi um dos maiores xilogravuristas e cordelistas do Brasil, imortalizado como

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

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História:
Xilogravuras e Cordéis

Mestre Dila (José Soares da Silva, 1937–2019) foi um dos maiores xilogravuristas e cordelistas do Brasil, imortalizado como "Patrimônio Vivo de Pernambuco". Ele escreveu e ilustrou mais de 70 cordéis sobre o cangaço. Suas obras sobre o Rei do Cangaço são obras-primas da cultura popular nordestina.Os cordéis mais famosos de Mestre Dila sobre o tema incluem:"Os Lampiões" (1976): Um dos seus folhetos mais conhecidos, onde narra múltiplas existências de Lampião, misturando realidade e o seu característico realismo fantástico."A Chegada de Lampião no Inferno": Um clássico do cordel nordestino, ilustrado com sua icônica xilogravura, retratando o imaginário popular sobre o destino do cangaceiro."Lampião e Maria Bonita": Uma narrativa rica sobre a trajetória do casal mais famoso do cangaço, cujos folhetos podiam variar em formato (de 8 a 48 páginas).Seu traço na xilogravura é tido como um divisor de águas, conhecido por inovações como o uso de cores e detalhes expressionistas.Para ler e pesquisar obras completas e estudos acadêmicos sobre os cordéis de Dila, acesse a Biblioteca Virtual Cordel da Université de Poitiers ou confira sua biografia na Galeria Pontes.O Fantasioso mestre Dila | #ConexõesCulturais - Medium2 de jan. de 2018 — Um outro cordel bem conhecido de Dila é “Os Lampiões” de 1976, no qual ele narra várias existências de Lampião, no qual ele diz ter vindo de uma dessas, como ex...Medium·Frank JuniorO fantasioso e fenomenal Dila é aqui - Revista Continente4 de dez. de 2017 — Dila é nome próprio. Dila, o poeta do Agreste. Dila, o narrativista. Dila, o ex-cangaceiro. Dila, o capitão. Dila, o Barba Nova. Dila, o marechal do cordel de c...Revista ContinenteLampiões (Os) - Biblioteca Virtual Cordel - Université de PoitiersDila, José Cavalcanti e Ferreira . Lampiões (Os) [en ligne]. 1.a. Caruaru - PE - Brasil : Artfolheto São José, 1976, 30p. Disponível em : (consultado a 29/04/20...Biblioteca Virtual CordelDila - Cultura.PECangaço e peripécias diabólicas são os temas predominantes no universo do mestre em fabulações, gravador de capas de folheto e álbuns em policromia, autor de ró...Cultura.PEDila - Galeria PontesJosé Soares da Silva (Pirauá -PB, 23 de setembro de 1937 — Caruaru-PE, 18 de dezembro de 2019), mais conhecido como Mestre Dila, foi um cordelista e xilogravuri...Galeria PontesO Cangaço - A Chegada de Lampião no Inferno. Xilogravura de Dila, sem ...16 de mai. de 2024 — A Chegada de Lampião no Inferno. Xilogravura de Dila, sem data. 32x22cm. Acervo: Sobrado 7. Fonte: A Xilogravura Popular: xilógrafos e poetas de cordel...Facebook·O Cangaço na LiteraturaDila (Caruaru/PE) - Bestiário NordestinoSuas gravuras ilustram folhetos, rótulos de cachaça, livros, remédios, entre outros produtos, além de produzir xilogravuras para outros cordelistas, dentre eles...Bestiário Nordestino

Cangaceiro

Dados da imagem CORDEL - O Cangaceiro Severino Batista de Morais. Opúsculo de Felipe Saboia Dilla

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

Imagem de:

História:
Xilogravuras e Cordéis

CORDEL - O Cangaceiro Severino Batista de Morais. Opúsculo de Felipe Saboia Dilla

A raposa

Dados da imagem A famosa

Período:
Século 20

Local:
Brasil / Pernambuco / Caruaru

Imagem de:

História:
Xilogravuras e Cordéis

A famosa "Raposa" é uma das xilogravuras mais conhecidas do cordelista e artista pernambucano Mestre Dila. Essa obra retrata com traços tradicionais e expressivos a figura desse animal, símbolo de astúcia e sabedoria no folclore popular.

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