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Personagem: Mestre Azamba
Por: ANGÉLICA - LICKA, 2 de abril de 2026

O PROFETA DO ÓBVIO

Esta história contém:

O PROFETA DO ÓBVIO

O PROFETA DO ÓBVIO

Uma obra filosófica em forma de revelação

PREFÁCIO

Há aqueles que anunciam o futuro. E há aqueles que o reconhecem.

Mestre Azamba não prevê — ele lembra.

Esta obra não trata do que virá, mas do que insiste em permanecer. Não há aqui milagres, nem surpresas, nem revelações divinas. Há apenas o retrato cru de uma humanidade que se repete com precisão desconcertante. Se houver desconforto na leitura, não culpe o autor. Culpe o espelho.

CAPÍTULO I — O TEMPO QUE NÃO PASSA

O homem criou o tempo para suportar a própria existência. Dividiu-o em anos, meses e dias, como quem corta um pão duro em fatias menores para fingir que é mais fácil de mastigar. Mas o tempo não passa. Quem passa é o homem. E ao passar, leva consigo os mesmos erros, as mesmas ilusões, os mesmos medos.

Não são previsões do tempo, nem do calendário, nem das manchetes que ainda serão escritas. São previsões daquilo que nunca deixou de acontecer, o mundo não se move em linha reta — ele respira em ciclos.

Cada novo ano nasce com a promessa da mudança. E morre com a confirmação da repetição. O futuro é apenas o passado reorganizado com novas datas.

CAPÍTULO II — A ILUSÃO DO NOVO

Nada encanta mais o homem do que a ideia do novo. Nova política. Novo líder. Nova esperança. Mas o novo é apenas o velho com outra roupa. Trocam-se nomes, rostos, discursos. Mas a essência permanece intacta. O homem não busca mudança. Busca alívio. E alívio é sempre temporário.

CAPÍTULO III — A VIOLÊNCIA COMO ROTINA

A violência não choca mais. Ela informa. Está nos jornais, nas telas, nas conversas de esquina. A tragédia deixou de ser exceção. Tornou-se calendário. Balas não se perdem. Encontram exatamente quem não deveria estar no caminho. E a cada nova morte, repete-se o ritual: indignação breve, silêncio prolongado, esquecimento definitivo.

CAPÍTULO IV — O ESPETÁCULO DA REALIDADE

O homem...

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