Quero te contar duas histórias sobre o Kowalsky, meu Pinscher, que mostram o quanto ele foi importante para mim e como a sensibilidade dele ia além do que a gente consegue explicar. Ele não era só um cachorro; ele foi meu guardião.
Primeira História: O Instinto e o Alerta
O Kowalsky tinha um "sentido" muito apurado para as pessoas. Em uma época da minha vida, eu namorava uma mulher com quem, mais tarde, infelizmente acabei sofrendo violência doméstica. Mas muito antes de as coisas terminarem e de toda a agressividade dela se revelar, o Kowalsky já me dava sinais.
Toda vez que ela ia sentar no sofá, ele fazia xixi nas costas dela. Eu não entendia o porquê daquilo na época, mas o instinto dele já sabia quem ela era de verdade muito antes de mim. Era a forma dele de tentar anular a presença dela e me alertar de que aquela pessoa não era boa.
Segunda História: A Sentinela na Depressão
Em outro momento difícil da minha vida, eu enfrentei uma depressão profunda e síndrome do pânico. Teve uma fase em que eu simplesmente não conseguia comer e passava os dias inteiros deitada na cama. E o Kowalsky se recusava a me deixar sozinha. Ele não comia e não saía do meu lado enquanto eu estivesse deitada.
Como o corpo pede, às vezes eu precisava levantar para tomar uma água ou ir ao banheiro. Nesse exato segundo em que eu levantava, ele saía em disparada para fazer xixi e ir até o potinho de ração, enchia a boca, corria de volta e cuspia a ração em cima da cama. Ele fazia essa viagem correndo umas três ou quatro vezes no tempo em que eu pegava um copo d'água.
Quando eu voltava para deitar, ele tinha feito um estoque de ração na cama. Só aí ele comia o dele e se deitava comigo de novo. Ele fazia isso para garantir que a comida estivesse perto de mim e para poder comer junto comigo, sem precisar me deixar desprotegida por nenhum minuto. O tempo que passei na cama, ele passou de sentinela comigo. Foi ele quem me...
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Quero te contar duas histórias sobre o Kowalsky, meu Pinscher, que mostram o quanto ele foi importante para mim e como a sensibilidade dele ia além do que a gente consegue explicar. Ele não era só um cachorro; ele foi meu guardião.
Primeira História: O Instinto e o Alerta
O Kowalsky tinha um "sentido" muito apurado para as pessoas. Em uma época da minha vida, eu namorava uma mulher com quem, mais tarde, infelizmente acabei sofrendo violência doméstica. Mas muito antes de as coisas terminarem e de toda a agressividade dela se revelar, o Kowalsky já me dava sinais.
Toda vez que ela ia sentar no sofá, ele fazia xixi nas costas dela. Eu não entendia o porquê daquilo na época, mas o instinto dele já sabia quem ela era de verdade muito antes de mim. Era a forma dele de tentar anular a presença dela e me alertar de que aquela pessoa não era boa.
Segunda História: A Sentinela na Depressão
Em outro momento difícil da minha vida, eu enfrentei uma depressão profunda e síndrome do pânico. Teve uma fase em que eu simplesmente não conseguia comer e passava os dias inteiros deitada na cama. E o Kowalsky se recusava a me deixar sozinha. Ele não comia e não saía do meu lado enquanto eu estivesse deitada.
Como o corpo pede, às vezes eu precisava levantar para tomar uma água ou ir ao banheiro. Nesse exato segundo em que eu levantava, ele saía em disparada para fazer xixi e ir até o potinho de ração, enchia a boca, corria de volta e cuspia a ração em cima da cama. Ele fazia essa viagem correndo umas três ou quatro vezes no tempo em que eu pegava um copo d'água.
Quando eu voltava para deitar, ele tinha feito um estoque de ração na cama. Só aí ele comia o dele e se deitava comigo de novo. Ele fazia isso para garantir que a comida estivesse perto de mim e para poder comer junto comigo, sem precisar me deixar desprotegida por nenhum minuto. O tempo que passei na cama, ele passou de sentinela comigo. Foi ele quem me animou a voltar para a vida, para não desistir.
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