Capim Cidreira veio pra mim quando eu não queria mais um gato, eu já tinha a Gengibre há um ano e um ex-namorado na época que morava comigo insistiu que precisávamos de um gato a mais para fazer companhia a ela. Lembro da foto dele na gaiolinha da ONG, os irmãos haviam sido doados e só restava ele. Ele chegou em casa com uma barrigona inchada, tinha 4 meses, e demorou alguns dias para a Gengibre confiar nele. Eu lembro que eu entrava no quarto onde ele ficava separado, e era muito amor, me sentia encantada com aquele bichinho ele era muito carinhoso desde sempre, e tinha um costume de passar a patinha no meu rosto. Então ele começou a fazer fezes com sangue, e investigava e não tinha um diagnóstico correto, até diagnostico errado de PIF ele teve. Descobri que ele tinha um problema intestinal, e depois de medicações e ração, melhorou. Após alguns meses me separei, levei os dois comigo. Capim foi se recuperando cada vez mais dos probleminhas e se tornou um gatõa lindo. Voltou a ter problemas de saúde, foi operado de um nódulo na patinha. Até que teve cálculos na bexiga, mudei alimentaçao e medicações, no mês passado ele teve uma crise, foi internado por 5 dias e faleceu, enquanto eu transferia ele do hospital privado para o público, ou tentava. Capim foi meu anjinho, meu amor, sempre passando a patinha no meu rosto, adorava ir pro meu colo, gostava de me esperar tomar banho e me dar beijos. Dormia com o corpinho colado em mim, e as patinhas grudada no meu pé. Balançava a cabecinha e miava quando eu chamava, Ronronava de um jeito mais fofo do mundo, eu ouvia barulhinhos angelicais desse ser. Até o último instante da despedida, ele olhou pra mim com o mesmo olhar de amor que sempre teve comigo. Hoje estou cuidando do luto da Gengibre, que está com o coração partido com sua ausência.
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